Eu já tive alguns blogs, mas os abandonei por motivos variados que não cabe explica-los isoladamente.
Cabe explicar que eu sempre começo blogs por razões que me fogem ao controle e que meus primeiros posts usualmente são enfadonhos demais. Citar músicas tristes e relembrar o passado são apenas alguns exemplos do que quero dizer. Depois, costumo criar histórias em que tento dar um toque de ironia à vida, mas quase nunca dá certo. Não por culpa da vida, irônica como ela só, mas por minha culpa. Então, como última tentativa de salvar o blog, convido amigos para compartilhar o espaço. O inevitável é que eles ou elas acabam se mostrando mais talentosos e responsáveis do que eu para manter o blog, o que me obriga a... desistir. Talvez eu seja um dos poucos sujeitos que eu conheça para quem a desistência esteja mais ligada à companhia do que à solidão.
Mas já me disseram que crio blogs para me expressar por palavras escritas, o que faço melhor do que por palavras ditas. Nunca fiz análise, talvez seja importante explicar.
De tudo isso, o que mais gosto em manter blogs é praticar um texto diferente do que o exigido pela minha profissão. Sabem o jornalismo? Sabem aquelas coisas de lide, sublide, quem, quê, quando? Pois bem, essas coisas podem ficar um tantinho de lado num blog, bem mais do que meu estilo literário pode ser usado no jornalismo. Sim, eu tento me apegar a um estilo literário, e quem voltar aqui mais vezes vai reparar. Mas eu não sou chato na maioria das vezes.
Acho que essas duas definições já bastam para quem entrou aqui por acaso e resolveu ler umas linhas: jornalista e não chato. O resto vai aparecendo pelos posts no tal estilo literário a que eu me referi algumas linhas atrás. Ah, eu também vejo muitos filmes, leio muitos livros e ouço muitas canções. E gosto de tirar fotos.
Cabe explicar ainda que meus blogs sempre têm menções religiosas. Mas não são blogs religiosos. Eu não sou religioso.
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